quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Jogo de Cena encerra ciclo de debates sobre Coutinho



Sorocaba - O Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI), do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Uniso, fechou o ciclo de estudos  sobre o documentarista Eduardo Coutinho (1935-2014) na tarde de segunda-feira, 30 de novembro, com a exibição do documentário Jogo de Cena (2007).

O encontro também marcou o encerramento das atividades do NAMI no segundo semestre de 2015.

A partir do texto Crônica de um Verão e Jogo de Cena: tecendo outros cotidianos, da prof.ª dr.ª Míriam Cristina Carlos Silva, docente permanente do Programa, os pesquisadores debateram a respeito de
como Eduardo Coutinho atua nas narrativas contadas no filme, como uma espécie de orquestrador das tramas, conduzindo-as para onde ele deseja. A discussão abarcou ainda a comunicação do cenário do filme e conceitos como realidade e ficção.
O documentário acontece em um teatro. As entrevistadas, todas mulheres, sentam-se em uma cadeira preta, após subirem escadas. É possível ouvir os passos e as respirações nesses momentos. Uma por vez, as mulheres contam suas histórias de vida a Coutinho, que está à frente delas, mas não aparece, quando raro há imagens de suas costas. De Coutinho, ouve-se mais a voz quando faz perguntas. Atrás das entrevistadas, estão todas as cadeiras do teatro, vazias. 
Há uma mescla de narrativas contadas por mulheres que viveram de fato suas histórias - todas ligadas de alguma forma a relacionamentos familiares - e as contadas por atrizes, que tentam reproduzir fielmente as narrativas originais, o que algumas vezes falha por interferência da memória e emoção próprias das atrizes.
Algumas delas são conhecidas; outras, nem tanto. O jogo de cena provoca a curiosidade: quem é a mulher que viveu realmente a história e quem é a atriz?

Para a professora Míriam (PPGCom), Jogo de Cena é a realização plena daquilo que Coutinho busca realizar desde o início, com  Cabra Marcado para Morrer (1984). Nesse sentido, a postura de escuta e a entrevista como método são elementos-chave na obra do documentarista.

Vera Bassoi, terapeuta e mestranda do PPGCom, contribuiu com o grupo de pesquisadores ao dividir sua experiência profissional: "O terapeuta não é jornalista, mas é um entrevistador. E há técnica para isso. Ouvir é muito importante nesse processo. A total atenção do terapeuta; a empatia com o paciente; o contato visual; estar inteiramente presente, de cabeça vazia, o que é muito difícil; o não-julgamento, o não tecer de comentários, apenas de perguntas que estimulem a continuidade da história, que é algo que Coutinho coloca em prática nas suas entrevistas e podemos perceber no documentário; tudo isso é essencial para que a entrevista na terapia tenha sucesso, para que o paciente não se feche em determinado momento e o processo terapêutico seja interrompido".

O debate terminou com uma reflexão em torno do conteúdo expresso através das formas, do cenário de Jogo de Cena. A cor vermelho-sangue, das cadeiras vazias do teatro, chamou atenção por todo o simbolismo que abraça. Representado em uma só palavra: vida. "No fundo, a vida é o que a gente narra. Somos tecidos de narrativas. Estamos vivos enquanto narramos", costurou como ponto final a professora Míriam.

Ficha Técnica

Título: Jogo de Cena
Origem: Brasil, 2007
Direção: Eduardo Coutinho
Produção: Raquel Freire Zangrandi e Bia Almeida. 
Fotografia: Jacques Cheuiche.
Edição: Jordana Berg.

O NAMI entra em recesso agora em dezembro e retoma as atividades após as férias! Boas festas e um feliz 2016!

Texto: Isabella Reis
Foto: Willian Welbert

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

30/11 - 14h - Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas exibe Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho


No dia 30 de novembro, a partir das 14h, no Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI) do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Uniso, teremos a oportunidade de assistir ao documentário Jogo de Cena, que encerra o ciclo de estudos sobre o documentarista brasileiro Eduardo Coutinho (1935-2014). Após a exibição acontecerá o debate sobre o filme, seguido do encerramento das atividades do semestre.

Texto de apoio:

Encontro

Quando: 30 de novembro, a partir das 14h

Onde: Anfiteatro da Biblioteca da Uniso
Rodovia Raposo Tavares, km 92,5
Cidade Universitária, Sorocaba, SP

O que faremos: exibição do documentário Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho, seguido de debate.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Mais do que o prédio, Edifício Master aborda histórias de uma Copacabana plural e multifacetada


SOROCABA – O terceiro encontro do Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI) da Universidade de Sorocaba (Uniso) em 2015 motivou os debates sobre o documentário Edifício Master (2002). Dando continuidade às reflexões sobre a obra do documentarista brasileiro Eduardo Coutinho (1935-2014), os pesquisadores abordaram o texto Walter Benjamin e os anjos de Copacabana, de Luis Antonio Baptista.
Para a professora doutora Tarcyanie Cajueiro Santos, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura (PPGCom) da Uniso, que conduziu as discussões, o documentário apreciado revela a subjetividade das relações em grandes centros urbanos, como o Rio de Janeiro. “O filme é sobre pessoas, sobre a solidão e sobre como um mesmo espaço geográfico é percebido subjetivamente”.
De acordo com Tadeu Rodrigues, mestrando do PPGCom que pesquisa a relação entre as histórias de vida dos jogadores de jogos narrativos e o desempenho deles na interpretação dos papeis atribuídos, os debates no NAMI contribuem para aumentar o arcabouço teórico dos pesquisadores. “Esse instrumental, as entrevistas e os olhares diferenciados, vai ser útil, por exemplo, no desenvolvimento da minha pesquisa”, explica.

Desconstrução e subjetividade

Partindo do cotidiano no Edifício Master, Eduardo Coutinho aborda parte das histórias de vida de alguns moradores dali. Entre os 12 andares abarrotados de gente (são 23 apartamentos por andar, 276 no total), o documentarista apresenta ao público um retrato da sociedade carioca por meio de entrevistas que ajudam a desconstruir o bairro de Copacabana.
Longe de se aproximar do que é, comumente, veiculado nos cartões postais, o resultado das 37 entrevistas emoldura a ressignificação do espaço urbano, espécie de revitalização conduzida pelos segregados: idosos, prostitutas, desempregados, domésticas entre outros. “É nessa desconstrução da praia como único sinônimo possível de Copacabana que reside a beleza da obra”, revela a professora doutora Miriam Carlos Silva, docente permanente do PPGCom da Uniso.

FICHA TÉCNICA
Gênero: Documentário
Direção e roteiro: Eduardo Coutinho
Produção: Beth Formaggini
Fotografia: Jacques Cheuiche
Duração: 110 minutos
Ano: 2002
País: Brasil
Idioma: Português – BR

Próximo encontro do NAMI
30 de novembro - Jogo de Cena (2007)

Texto: Diogo Azoubel
Foto: Monica Martinez

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

28/9 - Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas exibe Edifício Master (2002), de Coutinho

No dia 28 de setembro, a partir das 14h,  no Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI) do Programa de Pós-Graduação da Uniso, teremos a oportunidade de assistir a uma terceira obra do documentarista brasileiro Eduardo Coutinho (1935-2014). Dessa vez, a discussão das narrativas em plataforma audiovisual terá como base o documentário Edifício Master, dirigido pelo cineasta em 2002. À exibição se seguirá debate sobre o filme, seguido do encerramento das atividades do semestre.


Próximo encontro

Quando: 28 de setembro, a partir das 14h

Onde: Auditório do Bloco F
Rodovia Raposo Tavares, km 92,5
Cidade Universitária, Sorocaba, SP

O que faremos: exibição do documentário Edifício Master (2002), de Eduardo Coutinho, seguido de debate conduzido pela Profa. Dra. Tarcyane Cajueiro.

Texto de apoio: BAPTISTA, Luis Antonio. Walter Benjamin e os anjos de Copacabana. Disponível em: <http://www.slab.uff.br/images/Aqruivos/textos_sti/Luis%20Antonio%20Baptista/texto93.pdf>. Acesso em: 9 set. 2015.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

CPF de propostas de capítulos para livro Eduardo Coutinho em Narrativas



O Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI) do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba (Uniso) tem o prazer de convidar para o envio de propostas para o livro Eduardo Coutinho em Narrativas

A publicação reunirá textos que problematizem as narrativas nas obras do documentarista brasileiro Eduardo Coutinho (1933-2014). Partindo da observação de enunciados verbais e/ou não-verbais, os textos devem privilegiar o diálogo com áreas afins à Comunicação por meio do uso de metodologias e de abordagens que alicercem a reflexão sobre as simbologias presentes nas obras analisadas.

Acredita-se que esse diálogo, feito por meio de análises históricas, político-culturais, estéticas, visuais e textuais entre outras, possa contribuir para o alargamento dos debates sobre como as narrativas midiáticas se relacionam com as representações da sociedade brasileira.

Eixos temáticos (a serem melhor definidos a partir das propostas enviadas)
I – Narrativas textuais;
II – Narrativas visuais;
III – Narrativas sonoras.

Seleção
Para seleção preliminar dos textos, pedimos aos autores que enviem por e-mail (diogoazoubel@gmail.com) o resumo expandido de suas propostas de pesquisa com até 1000 palavras (redigidas com fonte tipo Times New Roman, corpo 12 e espaçamento 1,5 justificado) em formato “.doc" ou “.rtf”. O prazo se encerra em 15 de setembro de 2015. Serão aceitos resumos escritos em português.

No início de cada proposta devem constar os seguintes itens na ordem listada abaixo:

- Título do trabalho (mesmo que provisório) (fonte tipo Times New Roman, corpo 12 e espaçamento 1,5 em negrito e centralizado) acompanhado de nota de rodapé na qual conste o eixo temático selecionado (fonte corpo 10 e espaçamento simples justificado);
- Nome dos autores (fonte tipo Times New Roman, corpo 12 e espaçamento simples em negrito e alinhados à direita) acompanhados de notas de rodapé com resumos dos currículos de cada pesquisador em até três linhas (fonte corpo 10 e espaçamento simples justificado);
- Nome da instituição à qual estão filiados (fonte tipo Times New Roman, corpo 12 e espaçamento simples sem negrito e alinhado à direita).

Os aceites serão comunicados pelos editores da publicação até 30 de setembro de 2015. Da mesma forma, os editores podem sugerir ajustes e/ou modificações a partir do material encaminhado.

A versão final dos capítulos, já devidamente ajustada, normalizada e revisada, deverá ser enviada por e-mail para o editor assistente (diogoazoubel@gmail.com) até 30 de outubro de 2015.

Lançamento
A previsão para o lançamento do livro é 30 de novembro de 2015 em versão digital, com evento comemorativo na última reunião do NAMI.

Cordialmente,

Professores doutoras Miriam Cristina Carlos Silva e Monica Martinez
Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Uniso

sábado, 4 de julho de 2015

E-book é lançado durante reunião do NAMI



Publicado por selo internacional, Estilística aplicada à websérie amplia as possibilidades de circulação do conhecimento


SOROCABA – O lançamento do e-book Estilística aplicada à websérie, do pesquisador João Paulo Hergesel, marcou o encerramento da segunda reunião do semestre do Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI) da Universidade de Sorocaba (Uniso) em 2015, realizada em 29 de junho. Doutorando em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi, João Paulo apresentou os resultados da pesquisa desenvolvida no Mestrado em Comunicação e Cultura da Uniso, que foi orientada pela Prof. Dra. Miriam Cristina Carlos Silva. Publicado pela Novas Edições Acadêmicas, o estudo pode ser encontrado em versão digital no endereço da editora.

Dividido em três capítulos o texto trata da websérie Crises Inúteis de um Relacionamento Qualquer (2012-2013), disponível integralmente para apreciação em www.youtube.com/user/agentefazseries . Analisada pelo prisma da estilística a obra, que começou a ser produzida em 2012 pela empresa florianopolitana A Gente Faz Séries, é focada no cotidiano de dois jovens casais de namorados (leia a sinopse abaixo).

Estilística
Disciplina que transita entre Letras, Filosofia e Comunicação, a Estilística propõe uma interpretação além das regras de regência e concordância, permitindo a compreensão de diferentes estilos e o envolvimento por meio da expressividade para que se reconheça o que é suscetível de sentimentos (ou não) em um movimento corporal, em um gesto físico, em uma oratória, em um bate-papo da Internet e, principalmente, em textos verbais escritos, sobretudo na poesia e nas narrativas.

Considerado o fundador desse campo de investigações, o linguista francês Charles Bally (1865-1947) afirma que nessa disciplina os fatos expressivos da linguagem – verbal e também não-verbal – são organizados de acordo com conteúdo emocional deles, ou seja, a expressão dos fatos da sensibilidade por meio da linguagem e a ação dos fatos da linguagem (BALLY, 1909, p. 16).

Motivações
De acordo com Hergesel, o interesse de dar continuidade aos estudos empreendidos durante a graduação em Letras (Uniso) o levaram a ampliar as buscas pelo tema. “A efetivação da investigação sobre como os adolescentes utilizavam os recursos estilísticos na comunicação escrita pelo Facebook foi primordial. Naquele momento,  as atualizações de status do perfil de seis jovens residentes em Alumínio – SP, com idades entre 13 e 17 anos, foram analisadas”. Além disso, “a experiência como docente no Ensino Fundamental II e no Ensino Médio, o contato diário com pessoas de 12 a 18 anos também foi importante”, complementa.

A professora doutora Miriam Cristina Carlos Silva (Uniso), orientadora do trabalho, indica o fortalecimento dos estudos em Comunicação, bem como a visibilidade dada às pesquisas de interface. “Publicar é se fazer ver, é permitir que o conhecimento circule não só entre os muros das Instituições de Ensino Superior, mas entre outras organizações dentro e fora do Brasil”, diz.

Ainda de acordo com a professora, o universo de estudos empreendidos cotidianamente tende a ser explorado quando livros como Estilística aplicada à websérie passam a ser compartilhados. “São muitos os que pesquisam temas semelhantes aos que nós pesquisamos. Por isso, a convergência de olhares é fundamental”, finaliza.

Sinopse da websérie
Fabiana e Vinícius são um casal. Pedro e Roberta também. Pedro é ex de Fabiana . Quando se juntam dois casais completamente improváveis, as maiores discussões podem resultar em crises.

Texto: Diogo Azoubel
Foto: Divulgação

AGENDE-SE!
Próximos encontros do NAMI
28 de setembro - Edifício Master (2002)
30 de novembro - Jogo de Cena (2007)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Pesquisadores do NAMI aprofundam reflexão sobre a obra de Eduardo Coutinho


SOROCABA - A segunda reunião do Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI) da Universidade de Sorocaba (Uniso) em 2015 possibilitou aos pesquisadores o aprofundamento das reflexões sobre a obra do documentarista brasileiro Eduardo Coutinho (1935-2014). Partindo da apreciação de Boca de Lixo (1992), o debate foi alicerçado pelas ideias que integram o texto Mundus Imundus: o imaginário do lixo em três filmes brasileiros, assinado pela Professora Doutora Monica Martinez.

Trata-se de uma obra que provoca o público ao retratar o cotidiano dos catadores de lixo no aterro de São Gonçalo, em Niterói – RJ. São homens, mulheres, crianças e idosos que disputam, em meio ao caos, alimentos, roupas, sapatos e tudo aquilo que possa ser usado como fonte de renda e de sustento. Entre alimentos apodrecidos, que seriam considerados impróprios até para o consumo animal, material hospitalar e outros, a humanização dá o tom às narrativas daqueles sujeitos que, na maioria, se identificam como trabalhadores.

Para a advogada e professora Rachel Alves de Aguiar, mestranda em Comunicação e Cultura pela Uniso, confrontar e debater esse tema é relevante para que se ampliem os olhares sobre as diversas formas de se viver no Brasil. “Personagens ou pessoas, essa visão sem interferência que fora lançada por Coutinho descortina, por meio dos relatos registrados em meio àquele cenário caótico, a multiplicidade, o diferente que existe em qualquer sistema social, seja ele micro ou macro”, explica.

O pesquisador Felipe Parra, também aluno do mestrado em Comunicação e Cultura da Uniso, conta que os debates no grupo ajudam a alargar a percepção de mundo dos participantes. “Minha pesquisa, por exemplo, está em fase de desenvolvimento. Estar atento aos movimentos reflexivos contemporâneos tende a maximizar as possibilidades de construir uma dissertação sólida e útil para a continuidade das investigações científicas que se seguirem”.

Narrativas
Longe de veicular a imagem de vítimas de um sistema político controverso, o documentário tira o expectador da zona de conforto dele ao desvendar as maneiras pelas quais aquelas pessoas se veem. São identidades que vão se revelando pouco a pouco: sonhos, angústias, valores que vão tomando forma à medida em que a câmera deixa de ser um objeto alheio às rotinas no lixão para se tornar o meio pelo qual cada fonte se faz ouvir.

Para a professora doutora Tarcyanie Cajueiro Santos, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Uniso, a temática da alteridade na obra irrompe por meio de imagens cruas e fortes. "Isso é pouco diante do 'saber ouvir' do cineasta, que cria uma atmosfera de proximidade propiciada pela escuta. A distância do que parece ser 'outro mundo' é balizada por pessoas que, ao narrar suas vidas, seus desejos e trajetórias, aparecem como criadoras de um mundo, tão igual e tão diferente do 'nosso'", finaliza.

Texto: Diogo Azoubel
Foto: Willian Welbert

FICHA TÉCNICA
Gênero: Documentário
Diretor: Eduardo Coutino
Duração: 48 minutos
Ano: 1992
País: Brasil
Idioma: Português – BR



Próximos encontros do NAMI
28 de setembro - Edifício Master (2002)
30 de novembro - Jogo de Cena (2007)

domingo, 21 de junho de 2015

29/6 - 14h - Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas exibe Boca de Lixo (1992), de Coutinho


No dia 29 de junho, a partir das 14h,  no Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas (NAMI) do Programa de Pós-Graduação da Uniso, teremos a oportunidade de assistir a uma segunda obra do documentarista brasileiro Eduardo Coutinho (1935-2014). Dessa vez, a discussão das narrativas em plataforma audiovisual terá como base o documentário Boca de Lixo, dirigido pelo cineasta em 1992. À exibição se seguirá debate sobre o filme, seguido do encerramento das atividades do semestre.

Próximo encontro

Quando: 29 de junho, a partir das 14h
Onde: Anfiteatro da Biblioteca da Uniso
Rodovia Raposo Tavares, km 92,5
Cidade Universitária, Sorocaba, SP
O que faremos: exibição do documentário Boca de Lixo (1992), de Eduardo Coutinho, seguido de debate.
Texto de apoio: MARTINEZ, Monica. Mundus Imundus: O imaginário do lixo em três filmes brasileiros. In: Malena Contrera; Denize Araujo. (Org.). Teorias da Imagem e do Imaginário. 1ed.São Paulo: Compós, 2014, v. 1, p. 285-306. Disponível em: <http://www.compos.org.br/data/teorias_da_imagem_e_do_imaginario.pdf>. Acesso em: 21 jun. 2015.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

O método etnográfico é tema de palestra do NAMI


Curiosa a vida: a novela O Rei do Gado está sendo reprisada no Vale a Pena Ver de Novo, da Rede Globo. E o que isso tem a ver com a palestra ministrada no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba (Uniso) pelo Prof. Dr. Antonio La Pastina, da Texas A&M University nos Estados Unidos?

Macambira, planta típica da caatinga
Tudo. É que era justamente a telenovela O Rei do Gado que estava sendo transmitida pela primeira vez quando La Pastina foi desenvolver, em 1996, por 13 meses, sua primeira pesquisa etnográfica de recepção de telenovelas numa cidade no interior do Rio Grande do Norte, batizada pelo professor, poética e carinhosamente, de Macambira. Para quem é da cidade grande, Macambira é uma bromélia típica do sertão nordestino.

Contando sobre a relação de pesquisa que mantém com a comunidade de Macambira até hoje (a última vez que lá esteve foi em 2012), La Pastina foi ensinando sobre o fazer etnográfico – que demanda do pesquisador dedicação emocional e de tempo, pois a convivência no campo e a compreensão são de longo prazo. Demanda também a criação de uma determinada rotina, o rigoroso registro das anotações e o posicionamento ético diante das pessoas, além de sensibilidade e muita reflexão para compreender os nexos e os sentidos da comunidade na recepção de um produto midiático. Como se sabe, a telenovela é a narrativa por excelência brasileira, pela qual somos reconhecidos no país e no exterior.

Além de conhecimento, a rica e detalhada aula transmitiu aos ouvintes a essência de toda e qualquer pesquisa bem realizada: paixão pelo que se faz e a sabedoria de que nada, nunca, pode ser generalizado ou descartado a bel-prazer.

A atividade aconteceu em 15 de junho de 2015 e foi parte integrante da Disciplina de Narrativas Midiáticas, conduzida pelas professoras doutoras Miriam Cristina Carlos Silva e Monica Martinez, e dos estudos do Nami − Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas - liderado por elas e composto ainda  pela professora Tarcyanie Cajueiro, entre outros pesquisadores.

Texto: Isabella Reis
Fotografia: William Welbert

terça-feira, 2 de junho de 2015

15/6 - 14h - Palestra com Prof. Dr. Antonio La Pastina, Texas A&M University


Palestra “Etnografia como abordagem para investigar narrativas midiáticas”

O Mestrado em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba (Uniso) tem o prazer de convidar para a palestra “Etnografia como abordagem para investigar narrativas midiáticas”, que será ministrada pelo Prof. Dr. Antonio La Pastina, da Texas A&M University, dos Estados Unidos.

A palestra é gratuita, aberta a interessados e será realizada no Anfiteatro da Biblioteca no dia 15/6, no horário das 9h às 11h30. A atividade é parte integrante da Disciplina de Narrativas Midiáticas, conduzida pelas professoras doutoras Miriam Cristina Carlos Silva e Monica Martinez, e dos estudos do  Nami − Grupo de Pesquisa em Narrativas Midiáticas.

Serviço
Quando: 15 de junho, das 9h às 11h30
Onde: Anfiteatro da Biblioteca da Uniso
Rodovia Raposo Tavares, km, 92.5
Cidade Universitária, Sorocaba, SP

Informações: (015) 2101-7185 (de segunda à sexta-feira, em horário comercial) ou pelo email daniela.rosa@uniso.br. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Narrativa como método é tema de palestra do Nami


Professor da USCS/FIAMFAAM narrou os caminhos investigativos de sua tese, premiada pela SBPJor


Quem ouviu na manhã desta segunda-feira, 11 de maio de 2015, a palestra ministrada pelo Prof. Dr. Eduardo Luiz Correia no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba (Uniso), provavelmente se sentiu como se estivesse lendo um romance policial ou assistindo a um filme de Sherlock Holmes.


“História e ficção na narrativa de um escândalo midiático”, tese defendida por Correia em 2012 na Universidade de Brasília (UnB), é o que podemos chamar de uma verdadeira investigação a respeito do “caso Celso Daniel” (prefeito da cidade de Santo André, do ABC paulista, assassinado em 2002). Mas certamente não mais uma entre as muitas investigações que pretenderam chegar à “verdade, nada mais que a verdade, sobre os fatos”.


Eduardo buscou compreender como a versão do Ministério Público (que para ele é a mais imaginária, cheia de reviravoltas e enigmas não resolvidos) prevaleceu sobre a da Polícia Civil (mais plausível para o pesquisador) no noticiário, em especial o da Folha de S.Paulo.


Por meio da hermenêutica e da própria narrativa enquanto método – tema aprofundado pelo orientador de Correia, o Prof. Dr. Luiz Gonzaga Motta – a pesquisa desvendou as estruturas narrativas do jornalismo investigativo em questão e como elas atuaram para causar uma "sensação de verdade" a respeito de uma das versões. Estruturas essas, não por acaso, muito semelhantes às dos romances policiais.



A palestra integrou a Disciplina de Narrativas Midiáticas, conduzida pelas professoras doutoras Miriam Cristina Carlos Silva e Monica Martinez, e também as atividades do Grupo de Pesquisa Narrativas Midiáticas (NAMI), liderado por elas e composto ainda  pela professora Tarcyanie Cajueiro, entre outros pesquisadores.


O trabalho compartilhado pelo professor Correia foi escolhido em 2013 como a melhor tese de doutorado no prêmio Adelmo Genro Filho, da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor). Atualmente, Correia  é docente da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e do FIAM FAAM Centro Universitário, ambos de São Paulo.

Texto Isabella Reis
Foto Willian Welbert